Um novo ano para mim

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Sequência de fotos bobas para me lembrar de como foi meu aniversário em plena pandemia. Parece que tinha muita gente, mas era só eu, meu consagrado e os cachorros mesmo. Nem conseguimos comer todos os salgadoces no dia. Aliás, estamos comendo bolo até agora e ainda vai ter comida pra durar a semana inteira. O cantinho onde dou aula virou minha mesa de festa e foi isso. Liguei para meus pais e cantamos parabéns juntos. Ganhei plantinhas de mim mesma e de pessoas queridas. Deixaram pacotes para mim na portaria.

Umas duas horas antes destas fotos eu estava sozinha em casa jogando The Sims. Passei o dia inteiro só com os cachorros. Dei aulas, "fui" para a aula de francês online no mesmo cantinho aí das fotos. Ao longo do dia recebi mensagens de parentes, amigos e webamigos que fizeram o dia passar mais rapidamente. O consagrado foi chamado para o plantão, pois tinha gente na u.t.i. precisando operar e demorou bastante lá, mas ele chegou e trouxe as coisinhas da minha festa.

Eu vi na televisão certo dia durante o confinamento - quando o Brasil ainda tinha um ministro da saúde que tentava fazer alguma coisa para salvar as pessoas - uma psicanalista dizendo que todo mundo vai se lembrar do aniversário na pandemia. É verdade, como nos lembramos onde estávamos no 11 de setembro ou na derrota do 7x1. E se torna especialmente mais duro porque é como se você estivesse celebrando o fato de estar aqui neste planeta porque agora a chance de ir embora precocemente está um pouco maior.

Hoje, dia da eleição, é também o aniversário do meu pai. Fui votar com meu consagrado e, no caminho de carro, meu irmão ligou para mim pelo FaceTime mostrando todos reunidos na sala para cantar parabéns depois de terem almoçado. Cantamos todos juntos e eles foram comer bolo e tomar café. Quando desliguei eu chorei porque não estava lá e não poderia estar lá. Estou há oito meses confinada e tenho convicção de que estou ajudando mais se ficar em casa e sofrer um pouco agora.

Minha mente está bastante cansada deste ano. Do que passei e do que vou passar. E todos nós. É difícil não pensar no futuro, tentando adivinhar quantos aniversários mais vamos ter que viver sem nos ver presencialmente. Se vamos ser obrigados a voltar a trabalhar e continuar sem ver nossas famílias. Nunca pensei que fosse viver algo assim.

Só posso dizer que os 32 foram mais gentis comigo do que os 31. Não tenho ideia do que os 33 irão trazer. Espero que seja um ano um pouquinho mais fácil.

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1 comments

  1. Esse ano realmente não tá sendo fácil e os aniversários estão bem diferentes mesmo. :( Mas o lado bom é todo esse carinho. No meu niver, me senti muito querida também. Com as mensagens, os mimos pelo correio, o parabéns pelo Zoom. E isso alivia as coisas, né? E acho que ano que vem as coisas vão melhorar e vamos nos adaptar, aos pouquinhos, e com todos os cuidados! E que a sua nova primavera seja leve e feliz, independente de qualquer coisa. ♥

    Beijos, Carol
    www.pequenajornalista.com

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